Empresa fecha as portas sem aviso e deixa muitos sem salário e rescisão
Funcionários da Allwork denunciam abandono e falta de pagamento
Os funcionários da empresa Allwork vivem um verdadeiro drama. De acordo com relatos, há pelo menos três anos os trabalhadores mais antigos estão sem receber o depósito do Fundo de Garantia (FGTS), problema que também atinge os contratados mais recentes.
Além disso, atrasos salariais eram constantes, e até o vale-alimentação (ticket) chegou a ser pago em duplicidade, evidenciando desorganização na gestão. Mas o pior aconteceu na semana passada, quando a empresa simplesmente não pagou os salários previstos até o 5º dia útil e, de um dia para o outro, encerrou as atividades sem qualquer comunicado.
Segundo informações dos próprios funcionários, ninguém foi chamado para retirar seus pertences, e a proprietária da empresa desapareceu. Atualmente, 60 funcionários ativos estão sem salário, e cerca de 90 ex-funcionários aguardam o pagamento da rescisão.
“Somos pais de família, temos aluguel, contas, comida pra colocar na mesa. Muitos estão desesperados, sem saber o que fazer”, relatou um dos trabalhadores afetados.
Diante da situação, o grupo procurou o sindicato e o Ministério Público, buscando uma solução. A Allwork, que tinha sua maior equipe prestando serviço à empresa Seacrest, teve os pagamentos das últimas medições retidos — a Seacrest depositou o valor em juízo, para garantir que os funcionários tenham seus direitos preservados.
Entretanto, a quantia segue bloqueada em conta judicial, e os trabalhadores ainda aguardam respostas. Outro ponto grave é que o FGTS aparecia descontado em folha, mas nunca era depositado, configurando fraude trabalhista.
Na próxima terça-feira (18), está marcada uma audiência no Fórum de São Mateus, onde todos os funcionários pretendem comparecer em busca de justiça e de seus direitos.
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